Sabe quando de súbito acontecem certas coisas, ou melhor, voltam a acontecer coisas? É nesse momento em que ficamos mais confusos. Nossas atitudes são tão inesperadas quanto as coisas que acontecem. Mas esses são os momentos mais legais, pois sentimos as coisas com uma intensidade recrudescida. Uma espera por uma sexta. O desejo de que uma noite não termine nunca. A vontade de que o laço criado por um toque de mãos não se extingua jamais. Que você só fique ali. Só...
Esse só que parece tão pequeno, mas que na verdade é o que importa. É a consciência de que você não está sozinho. É a companhia reconfortante e recíproca. É o sorriso. É o cheiro. É cada palavra, ou cada resmungo.
Como disse anteriormente, é nesse momento do recrudescimento dos sentimentos que nos sentimos mais confusos, e é como estou. Ainda mais para mim que sou um tanto quanto instável e bipolar.
Às vezes queria me manter em um único estado de espírito por um tempo longo, mas me parece difícil essa tarefa. Por um momento odeio, e no próximo amo.
Causas externas - ou internas- também podem alterar meu humor: coisas que sou, que sei que sou, ou que não sei se sou.
É claro que meu "status" aparente no momento é felicidade. Perspectivas futuras boas tanto no lado acadêmico, quanto no lado afetivo, pessoal. Mas a balança do humor nunca tende exclusivamente para a felicidade. Em contrapartida, nunca tende exclusivamente para a tristeza. O que de certa forma me mantêm num rumo. Não é o melhor, mas é o que tenho a oferecer.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
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