segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Ou não!

Quando nos apaixonamos ou amamos, na verdade não estamos nos apaixonando pelo objeto, mas sim pelas sensações que o objeto nos causa ou que imaginamos que ele nos cause( é tudo um conjunto de reações bioquímicas que se desencadeiam no cérebro e.... TÁ PAREI!!). Logo, nos apaixonamos por nós mesmos, mesmo sem saber disso.
Não é engraçado e egoista ao mesmo tempo, que nos achemos tão altruístas por amarmos outra pessoa, nos dedicarmos ao outro, mas na verdade nos dedicamos a uma outra parte de nós mesmos(parte essa que quase nunca conhecemos): nosso mundo das ideias, nossa subjetividade, nossas sensações. Mas de qualquer forma não deixa de ser lindo. O amor é o sentimento mais puro, e pode construir as coisas mais lindas, mas também pode ser ele o causador das maiores destruições, e das maiores catástrofes. E o pior é que muitas vezes não conhecemos ou conheceremos a linha tênue chamada limite que separa o amor construtivo do amor catastrófico. Na verdade não sei nem como estou definindo isso, pois não sei se conheço ou ainda conhecerei o amor, coisa tão efêmera aos olhos, mas perene ao coração.

'When we fall in love
We're just falling in love
With Ourselves'

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